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Caio
Caio Vieira Pires Morais

  • 1 - Homicídio Qualificado (Art. 121, § 2º)
    2 - Tráfico de Drogas e Condutas Afins (Art. 33 - Lei 11.343/06) E Associação para a Produção e Tráfico e Condutas Afins (Art. 35 - Lei 11.343/06) E Receptação (Art. 180 - Cp) N/F Concurso de Pessoas (Arts. 29 a 31 - Cp) E Adulteração de Sinal Identificador de Veículo Automotor (Art. 311 - Cp) N/F Concurso Material (Art. 69 - Cp)
  • Homicida
  • São João da Barra - RJ
  • 14/02/1991
  • Nº (I.F.P.) 274.811.181
  • Rio de Janeiro
  • Procurado

Histórico

Caio Vieira Pires de Morais é procurado pelo crime de Homicídio Qualificado (Art. 121, § 2º), praticado no carnaval de 2019, em São João da Barra, município da mesorregião do Norte Fluminense, no estado do Rio de Janeiro.

Em junho de 2019, Polícia Civil prendeu um suspeito de ter participado da morte de Wagner Pereira Gonçalves, de 26 anos, e procura outros três envolvidos. O jovem foi assassinado a tiros na Praça da Igreja Matriz, no Centro de São João da Barra, durante o desfile da escola de samba Chinês, na madrugada da segunda-feira de carnaval (4/03). Segundo investigações da Polícia Civil ? com mais de 30 pessoas ouvidas e auxílio de escutas telefônicas autorizadas pela Justiça ? vítima e os quatro suspeitos eram envolvidos com o tráfico de drogas na região e o crime teria sido motivado por vingança, já que Wagner teria denunciado, em 2015, os dois mandantes de seu assassinato. Na época, ambos acabaram presos com quantidade de drogas avaliada em cerca de R$ 2 milhões e cumpriram dois anos de detenção.

Um dos suspeitos, identificado como Michel Ribeiro Paes, de 25 anos, foi detido na cidade do Rio de Janeiro, no mês junho, em um hotel de luxo da Barra da Tijuca, com grande quantidade de drogas.

A delegada responsável pelas investigações, Madeleine Farias Rangel, da 145ª Delegacia de Polícia (SJB), explicou a participação de cada um no homicídio: para a polícia, os mandantes são Caio Vieira Peres de Morais, de 28 anos, e Celso Ricardo Maciel da Silva Filho, de 29 anos. Além de Michel, que efetuou os disparos, Fernando Quintanilha Moreira teve participação na execução da vítima.

Também segundo a delegada, Wagner, Caio, Celso e Fernando faziam parte de um mesmo grupo que fornecia drogas pesadas, como ecstasy, em Campos e região. No entanto, a parceria foi desfeita em 2015, quando Wagner denunciou Caio e Celso. A investigação da Polícia Civil apontou que, após a prisão dos parceiros, Wagner passou a ser o principal fornecedor local de ecstasy.

?Durante as investigações apuramos que essa droga apreendida em 2015 também pertencia ao Fernando Quintanilha, conhecido como ?Rodela?. Quando Caio e Celso saíram da prisão, em 2017, Caio retomou a parceria criminosa com Wagner. Na época, parte do prejuízo que o grupo levou com a apreensão de drogas foi compensada por Wagner com um apartamento e um carro. Mas Celso ficou um pouco desconfiado da boa vontade de Wagner e se afastou do grupo. Com este afastamento de Celso, Michel passa a integrar a quadrilha e tenta fazer a reaproximação entre Wagner e Celso?, disse a responsável pelas investigações.
Ainda segundo a delegada, nesta tentativa de reaproximação, duas semanas antes do carnaval de 2019, Michel marcou uma reunião do grupo no Centro de Eventos Populares de Campos (Cepop). Madeleine esclareceu que o encontro não foi bem-sucedido e, como resultado, Celso e Caio resolveram eliminar Wagner.

?Foi combinado que Wagner iria ao encontro em um Crossfox amarelo, só que chegou ao local um carro estranho. Então Celso acreditou que se tratava de mais uma armação de Wagner para prender o grupo. A rivalidade acabou sendo restabelecida ali. Como o grupo sabia que a vítima passaria o carnaval em São João da Barra, aproveitaram a ocasião para assassiná-lo, já que seria fácil para os executores sumirem no meio da multidão?, concluiu Madeleine.

A prisão de um amigo da vítima, ocorrida no bairro do Jockey Club, em Campos, no mês passado, foi peça-chave para o esclarecimento do caso, segundo a delegada. Ele estava com o telefone celular de Wagner que, desde o crime, não havia sido localizado pela polícia. ?Ele esclareceu os detalhes que faltavam para concluirmos a investigação, como a confusão ocorrida no Cepop duas semanas antes do crime?.

Wagner foi morto por volta de 1h, próximo ao coreto de São João da Barra. Testemunhas contaram que um homem disparou cinco vezes a queima-roupa, pelas costas da vítima, que residia em Campos e morreu no local. Wagner chegou a ser socorrido para a Santa Casa de Misericórdia de São João da Barra, mas não resistiu aos ferimentos. Os executores do crime fugiram do local.


Quem tiver qualquer informação a respeito da localização desses bandidos, favor informar pelos seguintes canais: Whatsapp ou Telegram do Portal dos Procurados (21) 98849-6099; Central de Atendimento do Disque Denúncia (21) 2253-1177 ou 0300 ? 253-1177 ou através do Facebook/(inbox), endereço: https://www.facebook.com/procurados.org/; e também pelo aplicativo Disque Denúncia RJ.


Mandados

Origem Processo expedição
Comarca de São João da Barra 2ª Vara Nº do Mandado de Prisão: 0000539-35.2019.8.19.0053.01.0001-14 Data de expedição: 24/07/2019/Prisão Preventiva Data de expedição: 24/07/2019
Comarca de Campos dos Goytacazes 3ª Vara Criminal Nº do Mandado de Prisão: 0040958-93.2014.8.19.0014.01.0002-14/Condenação Data de expedição: 03/05/2018