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Pirata do Rio das Pedras
Gerardo Alves Mascarenhas

  • Capturado


    1 - Homicídio Qualificado (Art. 121, § 2º - CP), I e IV (2 vezes) e V N/F Concurso de Pessoas (Arts. 29 a 31 - Cp) E Organização Criminosa (Lei 12.850/2013), art. 2º, §§ 2º e 3º E Organização Criminosa (Lei 12.850/2013), art. 2º, §§ 2º, 3º e 4º, inc. II E Organização Criminosa (Lei 12.850/2013), art. 2º, § 2º E Corrupção ativa (Art. 333 - CP) E Concurso Material (Art. 69 - Cp)
    2 - Homicídio Qualificado (Art. 121, § 2º - CP), I, IV
    3 - Homicídio Qualificado (Art. 121, § 2º - CP), II, IV C/C Concurso de Pessoas (Arts. 29 a 31 - Cp)
  • Milícia
  • Atua como um dos seguranças da quadrilha e também é colocado como laranja em negócios do grupo
  • Rio das Pedras - Jacarepaguá - RJ
  • 12/08/1980
  • Nº (I.F.P.) 205.963.887
  • Rio de Janeiro - RJ
  • Capturado

Histórico

PRISÃO REALIZADA POR POLICIA CIVIL DO CEÁRA

A Polícia Civil do Estado do Ceará prendeu, na manhã desta quinta-feira, o miliciano Gerardo Alves Mascarenhas, o Pirata, um dos réus da Operação Intocáveis, resultado da investigação sobre a milicia de Rio das Pedras. Ele foi preso na cidade de Coreau. Com ele, ainda restam dois bandidos foragidos, entre eles, o ex-capitão do Bope, Adriano Magalhães da Nóbrega.

As investigações foram feitas pelo Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) do MP. Em janeiro deste ano, a promotoria denunciou 13 milicianos de Rio das Pedras e Muzema por grilagem de terras na região, formação de quadrilha e homicídio. Os 13 respondem à processo no 4º Tribunal do Júri.

Histórico:

Gerardo Alves Mascarenhas, o Pirata é ligado a Milícia de Rio das Pedras, em Jacarepaguá. Zona Oeste do Rio de Janeiro. Atua como um dos seguranças da quadrilha e também é colocado como laranja em negócios do grupo.

Referente ao processo nº do Mandado de Prisão: 0005508-55.2019.8.19.0001.01.0001-26/Prisão Preventiva, exame dos autos revela que o acusado, que teve neste ato recebida a denúncia contra ele formulada, por um homicídio qualificado, infração definida como hedionda, é apontado como autor do crime em questão, pelo conjunto de indícios coligidos durante a investigação criminal. Note-se que se trata de acusado que é apontado como elemento com personalidade voltada ao crime, consoante se afere das informações colhidas durante a investigação policial, as quais o apontam como integrante da milícia atuante na Comunidade Rio das Pedras, razão a indicar a necessidade da cautela como forma de garantir a ordem pública. Demais disso, o modus operandi de que teria o réu se valido para a prática do delito, desferindo disparos de arma de fogo contra a vítima Alan, que, segundo as informações contidas nos autos do inquérito, estava sentada na calçada de sua residência em companhia de seu amigo Felipe, quando dois indivíduos se aproximaram em uma motocicleta e exigiram que ele e a vítima deitassem no chão, contudo, antes mesmo de obedeceram a ordem, um dos indivíduos começou a atirar contra a vítima fatal. Tal fato está a denotar invulgar audácia e remarcada ousadia, conduta corriqueira entre os integrantes da milícia, a recomendar a adoção da medida extrema, como forma de aplacar a deletéria sensação de impunidade que resulta da ausência de pronta resposta do Estado. No tocante ao pressuposto que diz com a conveniência da instrução criminal também se me afigura bem demonstrado, pois, segundo o relato das testemunhas em sede policial, o denunciado foi apontado como integrante da milícia da comunidade onde ocorreram os fatos. Inclusive, a testemunha presencial tem grande chance de sofrer ameaças por parte do denunciado, uma vez que coabitam na mesma localidade. Desta forma, a decretação da cautela se faz necessária como forma de garantir a tranquilidade das testemunhas para prestarem seus depoimentos, com vistas à escorreita apuração dos fatos, assim como preservá-las do estímulo negativo do réu.

Referente ao processo nº Nº do Mandado de Prisão: 0281266-90.2018.8.19.0001.01.0001-05/Prisão Preventiva, no dia 16 de Setembro de 2018, por volta das 00h00min, na Avenida Engenheiro Sousa Filho, na esquina com a Avenida Areinha, Rio das Pedras/RJ, o denunciado ALEX, de forma livre e consciente, com vontade de matar, efetuou disparos de arma de fogo em desfavor da vítima WILIAM JHONNATAN SILVA PALHETA, causando-lhe as lesões descritas no AEC de fls. 48/49, as quais, por sua natureza, sede e gravidade, foram a causa eficiente de sua morte. O denunciado GERARDO concorreu de maneira eficaz para a prática do delito, uma vez que permaneceu o tempo todo ao lado do DENUNCIADO ALEX, induzindo e auxiliando no homicídio. O crime foi praticado por motivo torpe, consistente na manutenção da autoridade do poder paralelo estatal, uma vez que os denunciados, integrantes da milícia local, supunham que a vítima estava envolvida com tráfico de drogas. O delito foi praticado mediante recurso que dificultou a defesa do ofendido, uma vez que a vítima foi surpreendida por diversos disparos de arma de fogo no momento em que deixava o seu local de trabalho, sem que pudesse evadir-se. Na ocasião, a vítima estava fechando o estabelecimento comercial no qual trabalha, quando os denunciados chegaram, cada um dirigindo uma motocicleta diferente. Após breve conversa, o denunciado ALEX efetuou diversos disparos de arma de fogo contra a vítima, enquanto o denunciado GERARDO permaneceu a todo tempo ao lado do denunciado ALEX, dando cobertura à ação e incentivando a conduta. A inicial acusatória encontra lastro indiciário suficiente no Inquérito Policial nº: 01319/2018, instaurado pela DH-CAPITAL. Dando azo a determinação contida no Inciso IX, do Art. 93 da CRFB/88, passo a avaliar o conteúdo apresentado e as pretensões inicialmente elencadas. A denúncia expôs, com clareza, os fatos criminosos e todas as suas circunstâncias.

A prisão de Marcus Vinícius Reis dos Santos, de 45 anos, conhecido como Fininho, , faz parte das buscas das autoridades pelos envolvidos com a milícia que comanda as ações nas comunidades de Rio das Pedras e Muzema, na Zona Oeste da cidade.

A quadrilha foi identificada e denunciada numa investigação que deu origem à operação Intocáveis, deflagrada em janeiro deste ano. Da quadrilha identificada pelo Ministério Público do Rio de Janeiro (MP-RJ), até o momento, oito investigados foram presos. Cinco se mantêm foragidos, entre eles, Adriano Magalhães, conhecido como capitão Adriano, ex-oficial da Polícia Militar do Rio de Janeiro,

Ajude a Polícia do Rio. Quem tiver qualquer informação a respeito da localização do foragido da Justiça, favor denunciar pelos seguintes canais: pelo Mesa de Atendimento do Disque-Denúncia (21) 2253-1177, pelo Whatsapp ou Telegram Portal dos Procurados (21) 98849-6099; pelo facebook/(inbox), endereço: https://www.facebook.com/procurados.org/, , ou pelo Aplicativo para celular ? Disque Denúncia ? . O Anonimato é garantido.