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Dão da Providência
Evanilson Marques da Silva
Recompensa:
R$ 5 Mil
Nascimento:
27/03/1969
RG:
RG Nº. (I.F.P.) 827.304.90
Natural:
João Pessoa - PB
Situação:
Procurado
Crimes:
Corrupção de Menores

1 - Corrupção de Menores - Eca (Lei 8.069/90 - Art. 244 B)

2 - Tráfico de Drogas e Condutas Afins (Art. 33 - Lei 11.343/06); Associação para a Produção e Tráfico e Condutas Afins (Art. 35 - Lei 11.343/06); Aumento de Pena Por Tráfico Ilícito de Drogas (Art. 40 - Lei 11.343/2006), IV
Facção:
Comando Vermelho - CV
Função:
Chefe do Tráfico de Drogas
Área de Atuação:
Morro da Providência - Centro - RJ
Histórico:
Evanilson Marques da Silva, O Dão da Providência é ligado à facção Comando Vermelho e chefia o tráfico de drogas, que ainda age no Morro da Providência, Zona Portuária, Centro do Rio de Janeiro. Ele assumiu o controle das bocas-de-fumo da Providência depois que seu irmão Leonardo Marques da Silva, o Sapinho, foi preso. Dão também é suspeito de coordenar assalto à Viação São Sebastião, na Gamboa, de onde foram levados R$ 55 mil.

Dão ainda é investigado pelo Centro de Inteligência da Marinha (CIM) por suposto envolvimento no ataque e roubo de um fuzil FAL de um sentinela no 1º Distrito Naval, na Praça Mauá, em 2002.

Em outubro de 2002, uma série de atentados que, num espaço de quase seis horas, aterrorizaram a cidade entre a noite de terça-feira e a madrugada, com ataques ao Palácio Guanabara, ao Shopping Rio Sul e à 6ª DP (Cidade Nova), foi planejada pela cúpula do tráfico, numa casa no alto da Favela da Rocinha, em São Conrado. (Nesta época a Rocinha é controlada pela facção Comando Vermelho).

O plano foi descoberto pela Coordenadoria de Inteligência da Polícia Civil (Cinpol), por meio de grampo feito em celulares de alguns dos traficantes que participaram da reunião na favela. O plano dos bandidos era desviar a atenção da polícia e facilitar uma fuga em massa do presídio Bangu III, principalmente do irmão de Dão da Providência.

O encontro na Rocinha ocorreu antes do primeiro turno das eleições (dia 6 de outubro) e reuniu chefes do tráfico como Luciano Barbosa Silva, o Lulu da Rocinha; Evanilson Marques da Silva, o Dão da Providência; André Anchieta Duarte, o Menininho do Jacarezinho; (preso atualmente) e Márcio Batista da Silva, o Dinho Porquinho, da Favela Mandela (em Manguinhos). (preso atualmente). - A ação visava a mobilizar a polícia para outros focos, facilitando a fuga dos presos de Bangu III, principalmente a do traficante Isaías do Borel (Isaías Rodrigues da Costa).

Dão também foi preso em 2003, mas, por falta de provas, a Justiça determinou sua libertação. Na soltura, apresentou contracheque de estivador, para se dizer trabalhador.
Evanilson Marques da Silva, o Dão, é "oficialmente" um trabalhador. O bandido, chefe do tráfico do Morro da Providência, no Centro, ele usava um artifício legal para tentar se esquivar da polícia: o nome dele estava na lista de filiados ao Órgão Gestor de Mão-de-Obra (Ogmo) do Trabalho Portuário do Rio de Janeiro, Sepetiba, Forno e Niterói, responsável por organizar e gerenciar o serviço dos estivadores.

Documentos comprovaram que o criminoso, cuja matrícula era 119620055, "cumpriu" 12 dias de trabalho. No primeiro semestre consta como se Dão tivesse carregado cargas para navios que aportam nas cidades durante 67 dias.
Dão foi "admitido" em 23 de abril de 2004, data em que se comemora o Dia de São Jorge, de quem ele é devoto. Para bater o ponto, num dos quatro turnos que duravam seis horas, o traficante contaria com um amigo, cujo apelido é Ceguinho, que trabalhava no porto do Rio de Janeiro.
O homem seria responsável por passar sua carteira do Ogmo na catraca para garantir que seu nome ficasse na lista de associados presentes. O traficante tem CPF mas não declara Imposto de Renda.

Em dezembro de 2004, durante uma incursão na Providência para cumprir cinco mandados de prisão, a Polícia Civil encontrou, na casa de Dão, uma carteira do Sindicato dos Estivadores e Trabalhadores em Estiva de Minérios do Estado do Rio de Janeiro com o nome e foto dele, número de matrícula no Ogmo e no sindicato, além de CPF e identidade do bandido. A equipe que estava na 4ª DP (Central do Brasil) abriu procedimento para investigar o fato.

Em julho de 2006, um plano para trair Evanilson Marques da Silva, o Dão, e entregar os pontos de vendas de drogas do Morro da Providência, no centro do Rio de Janeiro, para a facção rival Amigos dos Amigos (ADA), teria sido o que condenou à morte Pablo Pierre Mendes do Amparo -
Investigações do Serviço de Inteligência da Coordenadoria de Recursos Especiais (Core), que monitorava o bando, revelaram que Pablo queria se aliar a Edmilson Ferreira da Silva, o Sassá, preso em Bangu 1, e se associar aos traficantes Coelho, do Morro de São Carlos, no Estácio, e Isaías de Oliveira Cabral, o Borrofe, do Morro dos Macacos, em Vila Isabel.(presos atualmente)

O "consórcio" transformaria a ADA, que já domina o tráfico na Rocinha - favela que mais vende drogas no Rio -, na facção mais poderosa do Rio. A ordem para matar Pablo teria partido de Bangu 1, onde está preso Leonardo Marques da Silva, o Sapinho, irmão de Dão, que descobriu a traição e estava insatisfeito com as confusões de Pablo, que sempre atraía a polícia para a favela. Após ser fuzilado, ele foi enforcado e jogado no Canal do Mangue, na Avenida Presidente Vargas, perto do Sambódromo, com outro bandido,

Preso em agosto de 2006, Evanilson Marques da Silva, o Dão, ouvia funk quando foi preso ontem, por volta das 12h30, com informações do Disque-Denúncia. A porta da casa 27 da Ladeira do Livramento estava aberta e era possível ouvir o som no último volume de um "proibidão" cantado pela MC Sabrina, disseram os policiais da Polinter, que o abordaram, de fuzis em punho.

No local, também estavam seu "secretário", Alex de Almeida Silva, o Leque, 24 anos, (preso na operação Fortaleza) e o segurança Audinei Marcos da Costa Júnior, o Audi, 23 (procurado). Com eles, dentro da casa, havia três granadas, munição de pistola e uma metralhadora Uzi. Rendido por apenas dois policiais, o chefe do tráfico da Providência saiu algemado, dentro do camburão, ainda sem entender bem o que estava acontecendo.

Na descida da favela, Dão parecia não acreditar que apenas cinco agentes, a pé, haviam conseguido furar a proteção montada na Providência, à época um dos morros mais bem armados do Rio.

Dão tinha recompensa oferecida pelo Disque-Denúncia de R$ 2 mil, por informações que levassem a sua captura.

Em 08/03/2013, o Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro denunciou 73 pessoas suspeitas de envolvimento com o tráfico de drogas e formação de quadrilha no Morro da Providência, no Centro do Rio. As denúncias desencadearam a Operação Fortaleza, realizada no dia (8/3) pela Polícia Civil e pela Subsecretaria de Inteligência da Secretaria Estadual de Segurança Pública, e resultaram na prisão de 21 policiais militares e 25 suspeitos de ligação com o tráfico de drogas na região central do Rio, além da apreensão de três menores de idade.

Os procedimentos foram instaurados a partir de investigações da Delegacia de Proteção à Criança e ao Adolescente (DPCA) e da Delegacia de Repressão e Combate ao Crime Organizado (DRACO).

Uma das denúncias, contra 23 suspeitos, foi feita pelo Promotor de Justiça Homero das Neves, da 23ª Promotoria de Justiça de Investigação Penal. Em um dos trechos, ele narra que "consta do inquérito policial que durante investigação levada a efeito pela DPCA (IP nº 903/0538/2012), apurou-se que os policiais militares estariam fornecendo "cobertura" às atividades de traficantes na região portuária. Na investigação levada pela SSINTE/SESEG e pela DRACO foi deferida a quebra do sigilo das comunicações, sendo certo que se identificou todo o esquema criminoso, voltado para a venda de substância entorpecentes na área da região portuária, sendo que a droga era originária do Morro da Providência".

A outra denúncia, feita pela Promotora de Justiça Ana Lúcia da Silva Melo, da 25ª Promotoria de Justiça de Investigação Penal, esclarece: "A periculosidade dos acusados se evidencia pela natureza dos crimes por eles perpetrados, sendo notório o fato de que somente as prisões de tão perigosos e nocivos indivíduos pode trazer segurança social, impondo-se, desta forma, para garantia da ordem pública, a decretação das custódias cautelares dos mesmos".

Dão também é suspeito de ter participado da morte de Priscila Belfort.

Contra Evanilson Marques da Silva, consta pelo Sistema de Cadastramento de Mandados de Prisão – Polinter – um mandado de prisão, expedido pela 40ª Vara Criminal da Capital, pelo crime contido no artigo 218 (corrupção de menores).

Pelo Sistema de Identificação Criminal, constam 11(onze) anotações: DPF/DELEPREN – 18/05/1989 – artigo 12 e artigo 14 da Lei 6368/76 – Condenando a pena de 4 anos de reclusão em regime semi-aberto – 17ª Vara Criminal da Capital; 12ª DP – 10/03/1983 – artigo 157 P2º I e II C/C artigo 14 do II do CP – Condenando a pena de 4 anos de reclusão – 9ª Vara Criminal da Capital – 22ª DP – 13/08/1998 – artigo 121 P 2º INC II e IV 2X do CP e artigo 12 e 14 da Lei 6368/76 – arquivado – 16ª Vara Criminal da Capital – 38ª DP – 1998 – artigo 12 da 6368/76 – Arquivado – 9ª Vara Criminal da Capital; 1ª DP – 25/03/199 – artigo 10 § 2º da Lei 9437/97 – Condenando a pena de 2 anos e 6 meses em regime fechado – 11ª Vara Criminal da Capital; 4ª DP – 2002; DRFA – 25/10/2002 – artigo 288 do CP artigo 10 § 2º da Lei 9437/97 – 37ª Vara Criminal da Capital; 4ª DP – 17/03/2003 – artigo 12 da Lei 6368/76 C/C artigo 14 da Lei 6368/76 – Condenando a pena de 6 anos de reclusão – 37ª Vara Criminal da Capital; 4ª DP – 2004 – artigo 12 da Lei 6368/76; Polinter – 21/08/2006 – artigo 16 caput da Lei 10826/06 e artigo 16 p único III da Lei 10826/03 – condenado do a pena de 3 anos e 6 meses – 34ª Vara Criminal da Capital e DAS – 2008 – artigo 159 caput do CP – arquivado – 21ª Vara Criminal da Capital.

Pelo Sistema de Identificação Penitenciária, consta que o procurado Evanilson Marques da Silva, já teve passagem pelo sistema carcerário. Ele ingressou em 10/12/1999 – indo cumprir pena na Penitenciária Milton Dias Moreira – SEAPMM – saindo em liberdade em 10/07/2001 – do Instituto Penal Edgard Costa – SEAPEC - . Ingressou novamente em 21/08/2006 – Penitenciária Laércio da Costa Pellegrino – SEAPLP – saindo em liberdade em 25/04/2011 – Instituto Pena Vicente Piragibe – SEAPVP –

MANDADO PRISÃO:

Processo nº: 0191746-32.2012.8.19.0001
Tipo do Movimento: Decisão
Descrição: Cuida-se de denúncia oferecida pelo Ministério Público em face de Andréia Vieira de Oliveira vulgo ´Tia´ ou ´Moradora´, Diogo de Oliveira Tarcia Campos e Carlos Eduardo Caldas Santos, vulgo ´Menor do Chapa´ ou ´Duda´, imputando-lhes as condutas previstas nos artigos 33, 35 e 40, inciso IV da Lei 11.343/06 c.c. artigo 244-B da Lei 8.069/90 n.f. do artigo 71 do Código Penal, e de Cristina Rocha da Conceição, Nailton Caetano Santos Vieira, Leandro Santos Fernandes, vulgo ´Bitê´, Milena dos Santos Teixeira, Tiago Cardoso de Souza, vulgo ´Baré´, Rafael Silva, vulgo ´RF´, Raphael Caamaño Muiño de Campos, vulgo ´Justi´, Marcelo Alves da Silva, vulgo ´Cavalo´, Pedro Henrique Abrahão, vulgo ´Meu Ovo´, Flávio Boava, vulgo ´Niquinho´, Moacir João Ribeiro, vulgo ´Queixão´, Marcelo da Silva Guimarães, Fábio da Silva Nunes, vulgo ´Periquito´, Max Luciano Jesus, vulgo ´Mandão´, Thiago Gomes Pereira, vulgo ´Goiabinha´, Kelly Cristina Netane Caldas, Marineis Maria dos Santos Vieira, Edvânia Félix de Lima, vulgo ´Brigite´, Robert Leandro da Silva, Alexander de Oliveira Valério, vulgo ´Lengue´, Jorge Luiz Rodrigues Chagas, vulgo ´Cigarro´, David Edson Fernandes Lins, vulgo ´Dois´, Jorge dos Santos Fernandes, vulgo ´Zeca´, Marlon Henrique da Silva Cavalcanti, Verônica Francisca dos Santos, Iranildo Marques da Silva, vulgo ´Iran´, Job Rocha de Sousa, Wellington de Oliveira Nascimento, vulgo ´Nem´, Eva Márcia Martins Alves, Evanilson Marques da Silva, vulgo ´Dão´, Carlos Henrique de Araújo Martins, vulgo ´Careca´, Andres Francesco Agudelo Gonzales, Anderson Carlos Reis Dias, Diego da Silva Rodrigues, vulgo ´Dieguinho´, Rafael Antonio Barbosa, vulgo ´Parazão´ ou ´Parazinho´, Patrick Rodrigues dos Anjos, vulgo ´Tick´, Alexandre Mascarenhas dos Santos, vulgo ´Negão´, Menandro Soares do Nascimento Junior, vulgo ´Beição´, Luis Felipe Fonseca da Silva, vulgo ´Felipinho´, Alex de Oliveira Agostinho, vulgo ´Lequinho´, Roberto Miranda de Medeiros, vulgo ´Robertinho´, Carlos Renato de Oliveira Peixoto, vulgo ´Loscar´, José Carlos Lopes Cereijo, vulgo ´Mano´, Rodrigo Vieira de Souza, vulgo ´Fantasma´, Edvandro Luiz Galvão Muniz, vulgo ´Lorão´, Vilson Costa Lins, vulgo ´Gerentão´ e Roberto Pereira Moizinho, imputando-lhes as condutas previstas nos artigos 33, 35 e 40, inciso IV da Lei 11.343/06 n.f. do artigo 71 do Código Penal. A investigação se iniciou na Delegacia de Proteção à Criança e ao Adolescente, a partir da apreensão de dois adolescentes infratores por tráfico de entorpecentes, aferindo-se no curso da apuração que traficantes da região do Centro do Rio de Janeiro se utilizavam de adolescentes para a venda de drogas, utilizando-se como ponto inicial conversa telefônica entre os dois adolescentes mencionados e outro, investigado em distinto inquérito policial. Em seguida foram deferidas interceptações telefônicas, que possibilitaram o desvelamento de numerosa e capilarizada associação criminosa, armada, com divisão de tarefas, consoante prisões e apreensões de drogas sucessivas. Tais interceptações produziram vasto material probatório e indiciário, que, cotejados com as demais diligências investigatórias, foram suficientes para a identificação pormenorizada dos supostos associados para a prática de tráfico de entorpecentes. A denúncia imputa aos réus supra relacionados os delitos de tráfico de entorpecentes, de associação para o tráfico, além de corrupção de menores para três deles. No que tange ao delito de tráfico de drogas, não houve no presente feito a apreensão de qualquer material entorpecente, inexistindo, portanto, prova de materialidade, razão pela qual rejeito a denuncia por tal crime com relação a todos os réus. Note-se que quanto ao indiciado Moacir João Ribeiro, considerando o esclarecimento da Autoridade Policial de fls. 1783/1785, posterior ao oferecimento da denúncia, no sentido de que o interlocutor da linha investigada nº (21) 7805-3557 trata-se de JOÃO LUIZ DE SOUZA DOS SANTOS e não Moacir João Ribeiro, rejeito integralmente a denúncia quanto a ele, por não ser autor dos delitos em questão. Oficie-se ao distribuidor para exclusão do nome do referido indiciado. Nos seus demais termos, a inicial acusatória preenche os requisitos do artigo 41 do Código de Processo Penal, posto que descreve adequadamente a conduta delituosa atribuída a cada um dos acusados e aponta os elementos indiciários de autoria e prova materialidade, extraídos do laborioso trabalho policial. A peça de acusação aponta a existência de um organograma da quadrilha e indica a atividade supostamente desenvolvida por cada um dos denunciados como parte necessária da execução do plano global. Os indícios indicam que a quadrilha, liderada pela acusada Andréia Vieira de Oliveira, vulgo ´Tia´ ou ´Moradora´, com participação dos demais denunciados, cujas funções encontram-se bem delineadas na denúncia, é responsável pelo tráfico de drogas no Centro da Cidade do Rio de Janeiro, especialmente nas imediações da Central do Brasil, Praça Mauá, Gamboa e Saúde. A referida divisão de tarefas, bem como as atividades desempenhadas pela organização criminosa, submerge das interceptações telefônicas, autorizadas judicialmente e degravadas. Isto posto, RECEBO a denúncia com relação aos delitos descritos nos artigos 35 e 40, IV da Lei 11.343/2006 e 244-B da Lei 8.069/90, com exceção do acusado Moacir, conforme acima exposto. Citem-se os acusados, com cópia da denúncia, a fim de que apresentem defesa escrita no prazo de 10 dias, devendo ser indagados se pretendem ser assistidos pela DPGE. No que pertine à representação pela decretação da PRISÃO PREVENTIVA dos denunciados, há que ser ressaltado que da análise dos elementos de prova arrecadados durante o curso do inquérito policial, em especial dos que foram especificamente indicados na inicial acusatória em relação a cada um deles, verifica-se a existência da materialidade e de indícios de autoria na pessoa dos mesmos, o que se configura a presença do fummus comissi delicti e do periculum libertatis. A periculosidade dos denunciados é flagrante, haja vista que a atividade de tráfico se perpetra em local de intenso movimento de pessoas, no centro da cidade do Rio de Janeiro, com aliciamento de menores para a distribuição da droga, corrupção policial para o não enfrentamento do crime e uso de armamento para contenção dos locais de distribuição e venda dos entorpecentes. De acordo com a jurisprudência do Tribunal de Justiça de nosso Estado, a periculosidade de determinado grupo há de ser tida como circunstância capaz de violentar a ordem pública e, por esta razão, motivo a ensejar a custódia cautelar de seus integrantes. No caso dos autos a segregação cautelar dos denunciados se faz necessária para se acautelar o meio social e a própria credibilidade da justiça, garantindo-se, assim, a ordem pública. Em casos como o presente, o exercício do direito à liberdade esbarra em um direito maior, que é a finalidade de todo o ordenamento jurídico, qual seja, a paz social. Por fim, a prisão dos denunciados é fundamental para assegurar a aplicação da lei penal, sendo certo que, se assim lhes for permitido, não hesitarão em se esquivar a atuação do poder judiciário. Desta forma, estando presentes o fummus comissi delicti e periculum libertatis decreto a prisão preventiva dos acusados Andréia Vieira de Oliveira, Diogo de Oliveira Tarcia Campos, Cristina Rocha da Conceição, Nailton Caetano Santos Vieira, Milena dos Santos Teixeira, Tiago Cardoso de Souza, vulgo ´Baré´, Rafael Silva, vulgo ´RF´, Raphael Caamaño Muiño de Campos, vulgo ´Justi´, Marcelo Alves da Silva, vulgo ´Cavalo´, Pedro Henrique Abrahão, vulgo ´Meu Ovo´, Flávio Boava, vulgo ´Niquinho´, Marcelo da Silva Guimarães; Fabio Silva Nunes, vulgo ´Periquito´, Max Luciano de Jesus, vulgo ´Mandão´, Thiago Gomes Pereira, vulgo ´Goiabinha´, Kelly Cristina Netane Caldas, Marineis Maria dos Santos Vieira, Edvânia Félix de Lima, vulgo ´Brigite´, Robert Leandro da Silva, Jorge Luiz Rodrigues Chagas, vulgo ´Cigarro´, Leandro Santos Fernandes, vulgo ´Bitê´, Jorge dos Santos Fernandes, vulgo ´Zeca´, Marlon Henrique da Silva Cavalcanti, Verônica Francisca dos Santos, Carlos Henrique de Araújo Martins, vulgo ´Careca´, Andrés Francesco Agudelo Gonzales, Anderson Carlos Reis Dias, Carlos Eduardo Caldas Santos, vulgo ´Menor do Chapa´ ou ´Duda´, Diego da Silva Rodrigues, Rafael Antonio Barbosa, Patrick Rodrigues dos Anjos; Alexandre Mascarenhas dos Santos, vulgo ´Negão´, Menandro Soares do Nascimento Junior, vulgo ´Beição´, Alex de Oliveira Agostinho, vulgo ´Lequinho´, Carlos Renato de Oliveira Peixoto, vulgo ´Loscar´, José Carlos Lopes Cereijo, vulgo ´Mano´, Rodrigo Vieira de Souza, vulgo ´Fantasma´, Edvandro Luiz Galvão Muniz, vulgo ´Lorão´, Vilson Costa Lins, vulgo ´Gerentão´, Roberto Pereira Moizinho, Luis Felipe Fonseca da Silva, vulgo ´Felipinho´ e Roberto Miranda de Medeiros, vulgo ´Robertinho´, Alexander de Oliveira Valério, vulgo ´Lengue´, David Edson Fernandes Lins, vulgo ´Dois´, Iranildo Marques da Silva, vulgo ´Iran´, Job Rocha de Sousa, Wellington de Oliveira Nascimento, vulgo ´Nem´, Evanilson Marques da Silva, vulgo ´Dão´, e Eva Márcia Martins Alves, com fundamento nos artigos 312 e 313 do CPP. Expeçam-se mandados de prisão com prazo de 20 (vinte) anos, os quais deverão ser entregues diretamente a autoridade policial que presidiu o inquérito policial. Defiro as diligências requeridas pelo Ministério Público. Requisitem-se as FACs. Junte-se o histórico penal dos acusados. Encaminhem-se cópias dos autos para a Promotoria de Infância e Juventude para apurar a conduta dos adolescentes infratores Leandro Pereira da Silva, João Carlos Evangelista da Conceição e João Vitor Peres de Souza Correia. Com relação à representação da Autoridade Policial pela busca e apreensão de fls. 642/647, que conta com parecer ministerial favorável, defiro a medida pleiteada, uma vez que foram angariadas informações através das interceptações telefônicas de locais em que estariam sendo armazenados materiais ilícitos, tais como drogas, armas, anotações referentes ao tráfico, essenciais para o reforço do lastro probatório já carreado aos autos de inquérito que embasa a presente denúncia. Expeçam-se mandados de busca e apreensão para os seguintes endereços: 1) Ladeira do Barroso, 174 - Saúde 2) Rua Barão de São Felix, 97, casa 06 3) Rua Ana Mascarenhas, esquina com Rua Major Saião - última casa da rua; portão de ferro grande; árvores no quintal; 4) Ladeira do Livramento, 79, apartamento 201, Gamboa; 5) Rua Barão de São Felix, 97, casa 13 6) Rua da Bica, 144, Gamboa 7) Rua Major Saião, 10, Gamboa 8) Ladeira do Faria, 80 9) Ladeira do Barroso, 100 10) Ladeira do Livramento, 108, casa 05 11) Ladeira do Barroso, 176, Saúde 12) Rua Visconde da Gávea, 80, Centro 13) Rua Senador Pompeu, 165, Sobrado, Centro 14) Ladeira do Barroso, 239-E 15) Bica do Leiteiro, 24, Saúde 16) Rua do Leiteiro, 18, Gamboa 17) Ladeira do Barroso, 208, Gamboa 18) Ladeira do Barroso, 208, casa 01, Gamboa 19) Rua Dona Lucia, 05, Gamboa 20) Ladeira do Barroso, 239, fundos, Saúde 21) Ladeira do Barroso, 26, Gamboa 22) Ladeira do Farias, 125, casa 05, Saúde 23) Rua Costa Ferreira, 86, centro 24) Ladeira do Livramento, 67, casa 04, Saúde 25) Ladeira do Farias, 177, casa 02, Saúde 26) Barão da Gamboa, entrada 21, casa 06 27) Rua do Propósito, 63, casa, Gamboa 28) Rua do Livramento, 63, apartamento 302, Saúde 29) Rua do Livramento, 108, Centro 30) Rua do Livramento, 63, apartamento 301, Gamboa 31) Ladeira do Livramento, 17, GAmboa 32) Rua Coronel Aldomário Costa, 219, Centro 33) Rua Coronel Aldomário Costa, 216, Centro, Providência 34) Ladeira do Barroso, 210 35) Beco da Pastora, casa 15 36) Largo do Cruzeiro, 16, casa 01, travessa Lúcia, Gamboa 37) Ladeira do Barroso, 244, Gamboa 38) Rua Sacadura Cabral, 117, apartamento 202, Centro 39) Rua Caixa D'Agua, 05, Gamboa 40) Ladeira do Barroso, 148, Gamboa 41) Rua Rego Barros, 97, Santo Cristo 42) Ladeira do Barroso, 17 43) Rua Clarimundo de Melo, 755, casa 01, Quintino 44) Rua Costa Ferreira, 58, Centro 45) Rua Goiana, 390, Nova América, Nova Iguaçu 46) Rua Barão de São Felix, 137, Centro 47) Rua Bento Ribeiro, 81, Centro 48) Rua João Homem, 41, Saúde 49) Rua do Escorrega, 21, sobrado 50) Rua Eduardo Jansem, 03, térreo, Praça Mauá 51) Ladeira do João Homem, 14, apartamento 102, Centro 52) Rua Saldanha Marinho, 85, Morro do Pinto 53) Rua Jogo da Bola, 44, casa 01, Saúde 54) Beco das Escadinhas da Conceição, 13, Saúde 55) Beco João José, 03, Largo da Prainha, Centro 56) Rua Senador Pompeu, 43, casa 15, Centro 57) Rua Ebroino Uruguai, 119, Santo Cristo 58) Rua Bento Teixeira, entrada 13, casa 25, Barão, Morro da Providência 59) Ladeira do Farias, 143, Gamboa 60) Travessa Mato Grosso, 04, Saúde 61) Beco das Escadinhas da Conceição, 10, Saúde 62) Travessa Mato Grosso, 07, Saúde 63) Rua Sacadura Cabral, 10, loja E, Centro 64) Ladeira João Homem, 76, apartamento 201, Centro 65) Rua Sacadura Cabral, 17 (Hospedaria São Miguel - quarto 206), Centro 66) Travessa Guimarães, 06, Centro 67) Travessa Mato Grosso, 03, Saúde 68) Rua Pedro Alves, 239, apartamento 302, Santo Cristo 69) Rua José dos Reis, 2100, bloco C, apartamento 101, Inhaúma Proceda o cartório ao levantamento do sigilo quando expedidos os mandados. Tendo em vista o número de acusados e a complexidade da causa, remetam-se os autos à COMAQ para que seja autorizado seu encaminhamento para processamento junto à Central de Assessoramento Criminal (CAC). Após o deferimento, remeta-se imediatamente o processo à CAC. Intimem-se. Rio de Janeiro, 07 de março de 2013 RENATA GIL DE ALCANTARA VIDEIRA Juíza de Direito


(Atualizado em 11/03/2013)
Processos Judiciais
ORIGEM
PROCESSO
EXPEDIÇÃO
Comarca da Capital/42ª Vara Criminal
0211377-88.2014.8.19.0001
27/06/2014
Comarca da Capital/40ª Vara Criminal
0191746-32.2012.8.19.0001
08/03/2013 - Artigo 218
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