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Playboy
Celso Pinheiro Pimenta
Nascimento:
01/03/1982
RG:
RG Nº. (I.F.P.) 110.808.22 - 7
Natural:
Rio de Janeiro - RJ
Situação:
Morto
Crimes:
Morto

Evadido do Sistema Penintenciário

Tráfico de Drogas

1 - Roubo Majorado (Art. 157, § 2º - CP), I e II

2 - Homicídio Qualificado (Art. 121, § 2º - CP), incisos II e IV

3 - Homicídio Privilegiado (Art. 121, § 1º - CP), incisos II e IV C/C Destruição, Subração Ou Ocultação de Cadáver (Art. 211 - Cp) N/F Concurso Material (Art. 69 - Cp)

4 - Homicídio Qualificado (Art. 121, § 2º - CP), INCISO IV C/C Crime Tentado
Facção:
Amigos dos Amigos - A.D.A
Função:
EX-chefe do Tráfico de Drogas
Área de Atuação:
Morro da Pedreira e Lagartixa/Costa Barros
Histórico:
Um dos traficantes mais procurados do Rio de Janeiro, Celso Pinheiro Pimenta, conhecido como Playboy, morreu neste sábado (8), após ser baleado em uma operação no Morro da Pedreira, na Zona Norte.
Condenado a 15 anos e 8 meses de reclusão por tráfico, roubo e homicídio qualificado, Playboy era foragido do Sistema Penitenciário. Ele tinha recompensa oferecida por sua captura, pelo Disque Denúncia, de R$ 50 mil.
A ação Delegacia de Repressão a Entorpecentes (DRE) da Polícia Federal contou com 80 policiais, carros blindados, um helicóptero e o apoio de policiais da Coordenadoria de Recursos Especiais da Polícia Civil e da inteligência da PM do Rio.

Histórico:

Celso Pinheiro Pimenta, o Playboy, é ligado a facção Amigos dos Amigos – A.D.A – e chefia a venda de entorpecentes nos Morros da Pedreira e Lagartixa, em Costa Barros.

Um dos chefes do Morro da Pedreira, Playboy ou Mamadeira como também é conhecido, é o último remanescente da quadrilha de Pedro Machado Lomba Neto, o Pedro Dom, que durante anos aterrorizou moradores do Rio de Janeiro, invadido residências para assaltar. Pedro Dom, um jovem de classe média que mergulhou no crime, foi morto pela polícia na Lagoa, em 2005.

Policiais militares do 22ºBPM (Maré) conseguiram identificar um dos líderes da invasão que protagonizou uma noite de terror no Complexo da Maré. Celso Pinheiro Pimenta, em 2011. Playboy teria comandado o grupo de pelo menos 50 criminosos da facção Amigos dos Amigos (ADA) que saíram do Caju para tomar as bocas de fumo das Vilas do João e Pinheiros, dominadas pelo Terceiro Comando Puro (TCP).

Em janeiro de 2012, dois vídeos mostram de duas jovens tendo os cabelos cortados e sendo atingidas por balas de paintball, no Morro da Pedreira, Nas imagens, um homem, chamado por comparsas de ‘Pantera', e uma mulher aparecem cortando os cabelos das jovens, que foram ‘punidas' por terem feito comentários sobre o tráfico na Pedreira numa rede social da Internet. "Vai ficar careca, vai ficar careca, se ‘caguetar' os ‘terceiros'. Toma um pau e fica careca. É a regra da favela, se ‘caguetar' qualquer bandido, toma um pau e fica careca. Se ficar na safadeza no Orkut, toma um pau e fica careca", diz a letra do funk que acompanha as imagens, que teriam sido gravadas pelos bandidos. As ordens teriam partido do traficante Playboy.

Condenando a 15 anos e 08 meses de reclusão no regime a principio fechado, Celso Pinheiro Pimenta, o encontra-se na condição de evadido do sistema penitenciário. Pelo Sistema de Identificação Penitenciária, o apenado, ingressou no sistema carcerário em 25/03/2002, indo cumprir pena no Presídio Ary Franco, _ SEAPAF - saindo em liberdade em 20/10/2003, da Penitenciária Industrial Esmeraldino Bandeira – SEAPEB -. Ingressou novamente em 29/12/2005, indo para o Presídio Ary Franco, _ SEAPAF -. Em 22/05/2009, passou para o regime semi-aberto, indo cumprir pena no Instituto Penal Ismael Pereira Sirieiro – SEAPIS -. Em 26/08/2009, saiu e não mais retornou a sua unidade prisional.

Contra Celso Pinheiro Pimenta, consta pelo Sistema de Cadastramento de Mandados de Prisão – Polinter – 16 (dezesseis) mandados de prisão, expedidos pelas seguintes Varas Criminas: 4ª Vara Criminal da Capital – expedido em 04/07/2012 – CPB 121 (2X); 3ª Vara Criminal da Capital – expedidos em 17/04/2012 – CPB 121 (3X); 1ª Vara Criminal da Capital – expedido em 25/10/2011 – CPB 121; VEP - Vara de Execuções Penais – expedidos em 21/06/2011 (2X) – CPB 121; VEP - Vara de Execuções Penais – expedidos em 27/11/2008 (2X) – CPB 157; VEP - Vara de Execuções Penais – expedidos em 04/10/2007 (2X) – CPB 157; 2ª Vara Criminal da Capital – expedido em 24/10/2011 – CPB 121 e 41ª Vara Criminal da Capital – expedidos em 14/12/2005,09/12/2005 e 27/10/2005 – CPB 157.

No Sistema de Identificação Criminal, constam 11 (onze) anotações: 4ª DP – 2001 – artigo 303 do CTB; DPCA – 01/06/2001 – artigo 157, § 2º II do CP, artigo 1ª da Lei 2252/54 e artigo 10 caput da Lei 9437/97 – condenado a 6 anos reclusão – 5ª Vara Criminal da Capital; 37ª DP – 04/08/2005 – artigo 157 p2º I e II e V do CP, artigo 288§ único do CP N/F artigo 69 do CP – Condenando a 15 anos regime fechado – 41ª Vara Criminal da Capital; DREA – 13/07/2010 – artigo 121 C/C 14 ambos do CP e 35 da Lei 11343/06 – aguardando – 2ª Vara Criminal da Capital; 39ª DP – 02/03/2010 – artigo 121 do CP – 2ª Vara Criminal da Capital; DH – 19/08/2011 – artigo 121 do CP; DH – 28/07/2011 – artigo 121 do CP; 16ª DP – 24/03/2011 – artigo 121 do CP; DH – 23/10/2012 – artigo 121 do CP; DH – 2011 – Homicídio Qualificado (artigo 121 do CP – aguardando – Vara de Execuções Penais; DH – 24/04/2012 - Homicídio Qualificado (artigo 121 do CP) – aguardando – 4ª Vara Criminal da Capital.

Pelo Sistema de Cadastramento de Ocorrências Policiais: DH – 2010 – Homicídio Provocado por Projétil de Arma de Fogo; - DH – 2011 – Homicídio; DH – 2011 - Homicídio Provocado por Projétil de Arma de Fogo; DH – 2010 - Homicídio Provocado por Projétil de Arma de Fogo; DH – 2012 - Homicídio Provocado por Projétil de Arma de Fogo; DH – 2010 - Homicídio Provocado por Projétil de Arma de Fogo; DH – 2010 - Homicídio Provocado por Projétil de Arma de Fogo;


MANDADOS DE PRISÃO - VEP
Processos

Serventia: CAPITAL VARA DE EXEC PENAIS
Nº Processo: 0377272-24.2002.8.19.0001 (2002/04989-8)
Classe CNJ: Execução da Pena

Serventia: CAPITAL VARA DE EXEC PENAIS
Nº Processo: 0431446-07.2007.8.19.0001 (2007/02994-5)
Classe CNJ: Execução da Pena


Movimentos

Data: 21/08/2012
Origem: SVPT / SERVIÇO DE PROTOCOLO
Destino: ARQUIVO GERAL
Assunto: REMESSA AO ARQUIVO GERAL
Obs: 0377272-24.2002.8.19.0001 2VOL + 07/029945 + 07/02994-5 MAÇO 13973

Data: 08/08/2012
Origem: CENTRAL DE DILIGENCIAS
Destino: ARQUIVO GERAL
Assunto: ENCAMINHAMENTO DE CES

Data: 06/08/2012
Origem: DR. CARLOS EDUARDO C. DE FIGUEIREDO
Destino: CENTRAL DE DILIGENCIAS
Assunto: MANDADO DE PRISÃO ASSINADO
Obs: Documento assinado.
Tipo de Ato: Assinatura

Processo nº: 0315357-56.2011.8.19.0001
Tipo do Movimento: Decisão
Descrição: O Ministério Público ofereceu denúncia em face de CELSO PINHEIRO PIMENTA, vulgo ´Playboy´ ou ´lourinho´, como incurso nas penas do art. 121, § 1º, incisos II e IV, e do art. 211, na forma do artigo 69, todos do Código Penal. A análise da inicial acusatória, sob o aspecto formal, revela a satisfação de seus requisitos instrumentais. Impõe-se, portanto, admitir-se a instauração da ação penal. Sob tal prisma, RECEBO A DENÚNCIA em seus termos oferecida pelo Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro em face de CELSO PINHEIRO PIMENTA, vulgo ´Playboy´ ou ´lourinho´ e, determino a citação pessoal do réu para, no prazo de 10 (dez) dias, por escrito, responder a acusação, observando-lhe que não apresentada à resposta no prazo legal, ser-lhe-á nomeado Defensor, na forma do art. 406 e §§ do Código de Processo Penal, com a redação dada pela nova Lei nº 11.689/08. Defiro a cota ministerial, às fls. 83, acerca da requisição da FAC atualizada do denunciado, bem como ao superveniente aditamento da denúncia. Passo a análise do requerimento do MP, no tocante da Prisão Preventiva do denunciado. Imputa-se ao acusado a prática de delito de homicídio qualificado, sintetizando-se os fatos aos diversos disparos de arma de fogo contra a vítima Tiago Guimarães Martins Coelho, causando-lhe lesões corporais que foram a causa eficiente de sua morte, conforme o Laudo de Exame de Corpo de Delito (Necropsia) de fls. 52/54. Os fatos se passam na Comunidade da Pedreira, nesta cidade. Conforme informações prestadas pela Autoridade Policial, às fls. 77/81, o denunciado seria chefe do tráfico local, sendo o executor do crime. O denunciado foi identificado como o autor do delito, em virtude dos depoimentos prestados em sede policial, às fls. 25/26, 28/29 e 47/48, os quais asseveram que o crime foi praticado pelo Líder do tráfico, isto é CELSO PINHEIRO PIMENTA, vulgo ´Playboy´ ou ´lourinho´, bem como, a Divisão de Homicídios após ter sido acionada, realizaram diligências ensejando na produção de provas incisivas acerca dos fatos, sendo verificado pela AP, que o próprio denunciado dirigira o veículo que fora colocado o corpo da vítima, acondicionado no porta-malas do mesmo, fato este evidenciado por ter sido encontrado fragmento de impressão papilar no retrovisor interno, tendo o corpo sido abandonado na Estrada João Paulo, local conhecido de desova, em frente ao nº 2.216. Destarte, qualquer delito traduz o quebramento de uma regra. Alguns ultrapassam o conceito meramente formal e atingem outros valores de natureza social, pois alcançam repercussões que não se limitam as peculiaridades dos fatos expostos em cada caso. Geram vulnerabilidades. A Lei permite a constrição da liberdade individual do cidadão, de forma excepcional, quando seja para o resguardo da ordem pública e econômica, da conveniência da instrução criminal e de possível aplicação da lei penal, quando existam indícios suficientes de autoria e prova da existência do crime. Se, por um lado, há que se afirmar a compatibilidade da prisão processual com a garantia constitucional da não culpabilidade (artigo 5º, LVII, CRFB) por outro, cumpre reconhecer que a custódia processual somente se legitimará acaso possua natureza cautelar. Neste sentido, ao aplicar-se a norma do artigo 312 do CPP, dever-se-á caracterizar a cautelaridade da medida, isto é, sua imprescindibilidade para assegurar a utilidade de eventual sentença penal condenatória. As hipóteses de prisão preventiva (a) por conveniência da instrução criminal, e; (b) para assegurar a aplicação da lei penal possuem a peculiaridade de serem medidas cautelares. Num caso e noutro a segregação preventiva do acusado se revela medida necessária ao acertamento de sua suposta responsabilidade e à sua conseqüente efetivação. Sua decretação se dá sob o pálio da necessidade. Por estes motivos e por aqueles aduzidos pelo Ministério Público, que também ficam fazendo parte integrante desta decisão e por ser necessária para a instrução criminal e aplicação da lei penal, com esteio no artigo 312 do Código de Processo Penal com nova redação dada pela Lei nº 12.403/2011, DECRETO A PRISÃO PREVENTIVA DE CELSO PINHEIRO PIMENTA, vulgo ´PLAYBOY´ ou ´LOURINHO´. EXPEÇA-SE MANDADO DE PRISÃO e CUMPRA-SE. Dê-se ciência ao Ministério Público.

(Atualizado em 12/09/2012)
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