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Botti
André Marcelo Botti de Andrade
Nascimento:
26/01/1971
RG:
RG Nº. (I.F.P.) 543.369.46
Natural:
Rio de Janeiro - RJ
Situação:
Capturado
Crimes:
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Capturado

Evadido do Sistema Penitenciário

1 - Quadrilha ou Bando (Art. 288 - CP)

2 - LEI 6368/76 - Art. 12.
Facção:
Milícia Liga da Justiça
Função:
Grupo de Extermínio
Área de Atuação:
Campo Grande, Cosmos, Inhoaíba, Paciência e Santíssimo - Zona Oeste - Rio de Janeiro
Histórico:
Prisão realizada por 18º BPM - 28/06/2014

Através de informações passadas ao Disque-Denúncia, policiais militares do 18º BPM, prenderam na noite do dia 28/06, na Estrada da Covanca, no Tanque, Jacarepaguá, Zona Oeste do Rio de Janeiro, o Ex-SD PM miliciano André Marcelo Botti de Andrade, vulgo Botti. Ele faz parte da milícia denominada Liga da Justiça, que atualmente é comandada por Marcos José de Lima Gomes, o Gão, que assumiu a liderança após a prisão Toni Ângelo de Souza Aguiar, o Toni Ângelo, em junho de 2013

Histórico:



André Marcelo Botti de Andrade, o Botti, é ligado a facção criminosa denominada Liga da Justiça, que age na Zona Oeste do Rio de Janeiro,e atualmente encontra-se na condição de Evadido do Sistema Penitenciário/RJ.

Em maio de 2002, agentes da Superintendência da Polícia Federal prenderam o centro do Rio, uma grupo de pessoas ligadas ao tráfico de drogas, e entre eles se encontrava André Marcelo Botti de Andrade. Com eles foram apreendidos 10 tabletes de cocaína, escondidos em duas mochilas, num total de 10 quilos da droga, além de 41 mil dólares. Os três estavam numa caminhonete Pajero e vinham sendo investigados pela Polícia Federal. Os agentes federais investigavam a possibilidade de ligação da quadrilha com o tráfico internacional de entorpecentes, já que o trio foi apontado como fornecedor de cocaína por uma pessoa presa na Espanha.

André Marcelo Botti já pertenceu aos quadros da Polícia Militar do Estado do Rio, respondeu a inquérito por tráfico de entorpecentes e a processo por homicídio.

Pelo Sistema de Identificação Penitenciária, consta que o apenado André Marcelo Botti de Andrade, que cumpria pena no Presídio Ary Franco, com ingresso em 23/05/2002 – SEAPAF – ganhou o direito de passar ao sistema semi-aberto em 27/05/2011, indo cumprir pena no Instituto Penal Candido Mendes – SEAPCM -, quando em 03/04/2012, saiu e não mais retornou a sua unidade prisional, e consta como evadido, desde então. Ele ainda teve passagem pelo sistema prisional com ingresso em 17/12/1998 – Cadeia Pública Pedrolino Werling de Oliveira – SEAPPO – saindo em liberdade 12/06/2001.

Em dezembro de 2012, agentes da Delegacia de Repressão às Ações Criminosas Organizadas e Inquéritos Especiais (Draco-IE), com o apoio do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) do Ministério Público do Rio de Janeiro e da Subsecretaria de Inteligência (Ssinte) da Secretaria de Estado de Segurança (Seseg), deflagraram, a Operação Pandora II, para desarticular as atividades de um grupo de milicianos da Liga da Justiça. Treze pessoas tiveram a prisão preventiva decretada e foram denunciadas à Justiça por formação de quadrilha armada para a prática de crimes hediondos, agiotagem e extorsão. A ação é uma continuidade da Operação Pandora realizada em setembro de 2011, quando 17 pessoas foram denunciadas pelo Gaeco a partir de investigações da Draco.
Foram apreendidos um caminhão com combustível supostamente adulterado, cinco carros importados, três armas, munição de uso restrito, um disco rígido de computador (HD), cerca de R$ 5 mil e vários computadores e documentos. Ainda estão sendo procurados André Marcelo Botti de Andrade, o “Botti,” e Cléber Oliveira da Silva.

De acordo com as investigações, o bando atuava em cinco bairros da Zona Oeste e cometia uma série de crimes como agiotagem, extorsões, ameaças, comércio ilegal de combustíveis, além da exploração de transporte alternativo, de máquinas caça-níqueis e cobrança irregular de “taxa de segurança”.

A agiotagem era uma das atividades mais rentáveis deste ramo da quadrilha, que chegava a cobrar 30% de juros ao mês das vítimas, com ameaças violentas a quem atrasasse o pagamento. O pastor Dijanio Aires Diniz, de acordo com investigações, era um dos mais atuantes agiotas do grupo, e utilizava as dependências da Igreja Pentecostal Deus é a Luz, em Campo Grande, como escritório de empréstimos e cobranças. Ele chefiava, em conjunto com o ex-policial militar Carlos Henrique Garcia Ramos, conhecido como “Henrique”, uma vasta rede de agiotas. Segundo o titular da Draco-IE, delegado Alexandre Capote, o ex-PM é conhecido pela truculência e foi preso, em flagrante, em maio deste ano, quando extorquia R$ 120 mil de uma das vítimas junto com o denunciado Luciano Alves da Silva, o “Cobra”, e Célio Alves Palma Junior.

A violência imposta pela quadrilha pôde ser constatada em episódio envolvendo o pastor Dijanio, como relata a denúncia do Gaeco. Segundo investigações, em junho do ano passado, dentro da Igreja Deus é a Luz, Dijanio ameaçou violentamente um homem que pegou R$ 50 mil emprestados. A vítima foi ao templo informar que atrasaria o pagamento apenas daquele mês, pois passava por dificuldades financeiras. Na época do empréstimo, em dezembro de 2010, o homem, ainda de acordo com informações da Draco, entregou a “Pastor” 12 cheques no valor de R$ 5 mil a serem descontados mensalmente, além de ter se comprometido a pagar outros R$ 2,5 mil em dinheiro todo mês, a título de juros. Em escutas telefônicas gravadas com autorização da Justiça, “Pastor” ameaça o homem: “Agora que você sabe de quem é o dinheiro, dá seu jeito. Henrique não perdoa”, ameaçou, referindo-se ao ex-PM Carlos Henrique.

No organograma da quadrilha, que agia em Campo Grande, Cosmos, Inhoaíba, Paciência e Santíssimo, o ex-policial militar José Luis Cordeiro Cavalcante da Silva, o “Bolt”, também integrava o núcleo de agiotagem, sendo subordinado a “Pastor”, e também operava a negociação ilícita de armas de fogo. De acordo com a denúncia, Elber Meireles Pessanha, “o Elbinho”, era o gestor do desenvolvimento da atividade de adulteração e venda ilegal de combustível para a milícia, utilizando-se das empresas de sua propriedade (E.Mereiles Pessanha e Deneza Agroindustrial Ltda, em Campos) como fachada.

Já Cléber Oliveira da Silva, segundo a DRACO, é o braço direito de Elber e responsável pela compra de lacres e cabos de aço utilizados no esquema de venda de combustível adulterado e também da confecção das notas fiscais falsas que legitimavam a fraude. Ele contava com a ajuda do primo Leandro José de Freitas da Silva, o “Bomba”, que também negociava armas e munições para o bando. Os outros denunciados são Aline Barbosa da Silva; Antonio Claudino Ribeiro Blanco; Rhuan Claudius Martins Blanco e José Ribamar Gomes Passos.

Além da formação de quadrilha para a prática de crimes hediondos, “Bolt”, Celio Junior, José Ribamar e “Pastor” foram denunciados pelo Gaeco pelo crime de agiotagem. “Pastor” também responderá por extorsão. O Gaeco também requereu ao Juízo da 42ª Vara Criminal mandados de busca e apreensão nos endereços residenciais dos denunciados e também a quebra de sigilo bancário e bloqueio cautelar da conta corrente de “Pastor” e Cleber.

Pelo Sistema de Cadastramento de Mandados de Prisão – Polinter - constam 5 (cinco) mandados de prisão, expedidos pelas seguintes Varas Criminais: 42ª Vara Criminal da Capital – expedido em 21/11/2012 – CPB 288; VEP – Vara de Execuções Penais – expedidos em 16/08/2012 (2X) e 7ª Vara Criminal Federal - (2X) – 16/08/2003 e 11/07/2002.

Pelo Sistema de Identificação Criminal, constam 5 (cinco) anotações criminais, sendo elas: 32ª DP – 07/05/1998 – artigo 12 C/C 14 da Lei 6368//76, C/C artigo 10 § 2º Lei 9437/97, este N/F do artigo 70 N/F artigo 69 do CP – Condenando por violação artigo 12 C/C artigo 18 III, ambos da Lei 6368/76 e artigo 10 Lei 9437/97 a 8 anos de reclusão, 98 DM – 33ª Vara Criminal da Capital; 6ª DP – 29/03/1999 – artigo 352 e 121 C/C II do CP – Absolvido – 3ª Vara Criminal da Capital; 6ª DP – 1999 – artigo 351; DELEPREN/SR/DPF/RJ – 22/05/2002 – artigo 12 C/C artigo 18 INC. I e artigo 14 C/C artigo 18 INC I Todos ad Lei 6368/76 N/F artigo 69 do CP – 7ª Vara Criminal Federal e 26ª DP – 08/08/2006 – artigo 147 do CP, artigo 129 do CP artigo 121 do CP C/C artigo 14 § 2º CP.

Processos

Serventia: CAPITAL VARA DE EXEC PENAIS
Nº Processo: 0254601-67.2000.8.19.0001 (2000/06529-2)
Classe CNJ: Execução da Pena

Serventia: CAPITAL VARA DE EXEC PENAIS
Nº Processo: 0353861-05.2009.8.19.0001 (2009/00591-9)
Classe CNJ: Execução da Pena


Movimentos

Data: 03/12/2012
Origem: MINISTÉRIO PÚBLICO
Destino: SVP2 / FINAL 4
Prateleira: 13
Assunto: RETORNO MINIST. PUBLICO

Data: 28/11/2012
Origem: SVP2 / FINAL 4
Destino: MINISTÉRIO PÚBLICO
Prateleira: 4
Assunto: VISTA MINISTERIO PUBLICO

Data: 06/11/2012
Origem: SVP2 / FINAL 4
Destino: SVP2 / FINAL 4
Assunto: AGUARDANDO ADVOGADO

LEI 6368/76

Art. 12. Importar ou exportar, remeter, preparar, produzir, fabricar, adquirir, vender, expor à venda ou oferecer, fornecer ainda que gratuitamente, ter em depósito, transportar, trazer consigo, guardar, prescrever, ministrar ou entregar, de qualquer forma, a consumo substância entorpecente ou que determine dependência física ou psíquica, sem autorização ou em desacordo com determinação legal ou regulamentar;

(Atualizado em 02/01/2013)
Processos Judiciais
ORIGEM
PROCESSO
EXPEDIÇÃO
VEP - Vara de Execuções Penais
0353861-05.2009.8.19.0001 (2009/00591-9)
16/08/2012
VEP - Vara de Execuções Penais
0254601-67.2000.8.19.0001 (2000/06529-2)
16/08/2012 - Lei 6368/76
7ª Vara Criminal Federal
2002.5101515579-7
16/10/2003
Comarca da Capital/42ª Vara Criminal
0473714-37.2011.8.19.0001
21/11/2012 - CPB 288
7ª Vara Criminal Federal
N/C
11/07/2002
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