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Juninho Cagão
Remilton Moura da Silva Junior
Nascimento:
09/09/1982
RG:
RG Nº. (I.F.P.) 123.473.33 - 2
Natural:
Rio de Janeiro - RJ
Situação:
Morto
Crimes:
Morto

Homicídio qualificado

§ 2º - Se o homicídio é cometido:

I - mediante paga ou promessa de recompensa, ou por outro motivo torpe;

II - por motivo fútil;

III - com emprego de veneno, fogo, explosivo, asfixia, tortura ou outro meio insidioso ou cruel, ou de que possa resultar perigo comum;

IV - à traição, de emboscada, ou mediante dissimulação ou outro recurso que dificulte ou torne impossível a defesa do ofendido;

V - para assegurar a execução, a ocultação, a impunidade ou vantagem de outro crime:

Pena - reclusão, de 12 (doze) a 30 (trinta) anos.
Facção:
Comando Vermelho - CV
Função:
Chefe do Tráfico de Drogas
Área de Atuação:
Morro da Chatuba - Mesquita
Histórico:
07/01/2012:

Apontado pela polícia de ser o mandante da chacina em Mesquita, na Baixada Fluminense, em setembro do ano passado, o traficante Remilton Moura da Silva Júnior, o ‘Juninho Cagão’, foi encontrado morto por policiais do 41° BPM (Irajá), no último sábado, próximo ao Morro do Chapadão, em Costa Barros, na Zona Norte. A informação foi confirmada nesta segunda-feira pela Polícia Militar.

Histórico:

Remilton Moura da Silva Júnior, o Juninho Cagão, é ligado a facção Comando Vermelho e chefia o tráfico de drogas da comunidade da Chatuba em Mesquita.

Ele seria um dos responsáveis pela chacina ocorrida no dia 09 de setembro de 2012, quando seis moradores foram assassinados com sinais de facadas e marcas de tiro na cabeça e com partes dos corpos mutilados pelas agressões. Os corpos foram encontrados por três pedreiros que realizam a ampliação da Rodovia Presidente Dutra. Os jovens estavam lado a lado, enrolados em lençóis, na Rua Dona Delfina Borges, no bairro de Jacutinga, próximo à Via Dutra, em Mesquita.

As vítimas foram identificados pela Polícia Civil como Christian Vieira, de 19 anos; Victor Hugo Costa, Douglas Ribeiro e Glauber Siqueira, de 17; e Josias Searles e Patrick Machado, de 16. Amigos e familiares contaram que o local onde eles foram mortos era um parque da prefeitura em que segundo moradores é muito comum ver criminosos da Chatuba armados com fuzil.

Para a polícia, a chacina foi uma demonstração de força de traficantes. "Nenhum dos meninos tinha passagem pela polícia ou envolvimento com o tráfico. Recebemos a informação de que a família entrou em contato com os traficantes pelo celular de uma das vítimas, mas eles disseram que não devolveriam os garotos. A família também pediu ajuda a um pastor para negociar, mas não deu certo. Eles estavam no lugar errado na hora errada", afirmou a delegada encarregada do caso.

O juiz Márcio Alexandre Pacheco da Silva, da 4ª Vara Criminal de Nova Iguaçu, decretou a prisão temporária, pelo prazo de 30 dias, de cinco suspeitos de envolvimento na morte de seis rapazes no Parque de Gericinó, na divisa de Mesquita e Nilópolis, na Baixada Fluminense.

Foram expedidos mandados de prisão contra Remilton Moura da Silva Junior, o “Juninho Cagão”; Marcus Vinicius Madureira da Silva, o “Ratinho”; Jonas Santos Pereira, o “Jonas Pintado” ou “Velho”; Fernando Domingos Pereira Simão, o “Sheik” ou “Fernandinho” e Luiz Alberto Ferreira de Oliveira, o “Beto Gordo”. Os cinco, que participariam do tráfico de drogas no Bairro da Chatuba, em Mesquita, são agora investigados pela prática de homicídio duplamente qualificado - por motivo torpe e mediante tortura ou outro meio insidioso ou cruel.

A prisão foi pedida pela polícia e pelo Ministério Público, em razão dos fortes indícios da participação dos suspeitos no crime e por ser imprescindível para a conclusão das investigações. Na decisão, o juiz diz que “o crime chocou a sociedade brasileira, dada a barbárie com que atuaram os executores contra jovens inocentes, não só ceifando-lhes a vida, como também massacrando seus corpos como se fossem farrapos, como se tecidos fossem, e não humanos”.

“Ofenderam suas famílias, seus amigos e porque não dizer todos os escrúpulos de consciência, não sendo demais comparar os métodos covardes empregados nestes homicídios, que geraram intensa agonia e martírio, com aqueles praticados pelos nazistas durante a segunda guerra mundial, uma violação aos direitos humanos sem precedentes”, escreveu o magistrado. Processo n° 0102745-22.2012.8.19.0038.

Contra Remilton Moura da Silva Júnior, consta pelo Sistema de Cadastramento de Mandados de Prisão – Polinter – mandado de prisão, expedido pela 4ª Vara Criminal da Capital, expedido em 13/09/2012, pelo artigo 121 – Homicídio Qualificado.

Pelo Sistema de Identificação Criminal, consta: DAS – Delegacia Anti-Seqüestro – 01/01/2004 – artigo 157, parágrafo 2º , I e II do CP , artigo 159 parágrafo 3ª do CP, artigo 311 do caput do CP – Suspenso processo e curso de prazo prescricional N/F artigo 366 do CPP – 2ª Vara Criminal de São João de Meriti; DRF – Delegacia de Roubo e Furtos – 18/05/2004 – artigo 16 caput da Lei 10826/03 e artigo parágrafo único IV da Lei 10826/03 – extinta a punibilidade – 6ª Vara Criminal da Comarca de Nova Iguaçu; DRF – Delegacia de Roubo e Furtos – 2004 – artigo 16 da Lei 10826/03 e artigo 180 caput do CP – condenado a 5 anos de reclusão - 6ª Vara Criminal da Comarca de Nova Iguaçu e 53ª DP – 2007 – artigo 33 e 35 da Lei 11343/06.

Consta que Remilton Moura da Silva Júnior, já teve passagem pelo sistema carcerário. Ele ingressou em 04/06/2004, indo cumprir pena no Presídio Ary Franco, SEAPAF - saindo em liberdade em 18/04/2007 da Penitenciária Doutor Serrano Neves 2.

(Atualizado em 14/09/2012)
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