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Mia
Rodrigo Ribeiro da Silva
Recompensa:
R$ 1 Mil
Nascimento:
05/12/1984
RG:
RG Nº. (I.F.P.) 206.209.223
Natural:
Rio de Janeiro - RJ
Situação:
Procurado
Crimes:
Tráfico de Drogas

1 - Aplicação da Pena Corrupção ativa Tráfico Ilícito de Drogas praticado por Funcionário Público Associação para a Produção e Tráfico e Condutas Afins
Facção:
Terceiro Comando Puro - TCP
Função:
2º na Hierarquia do Tráfico de Drogas
Área de Atuação:
Paradas de Lucas e Cidade Alta - RJ
Histórico:
Rodrigo Ribeiro da Silva, o Mia ou Geremias ou Da Mia ou Rei do Fumo ou Gere é ligado à facção Terceiro Comando Puro – TCP e faz parte do tráfico de drogas, gerenciando pontos de vendas de drogas em Paradas de Lucas, e Cidade Alta, em Cordovil, Zona Norte do Rio de Janeiro. Ele é subordinado ao chefe do tráfico Álvaro Malaquias Santa Rosa, o Peixão, que controla os pontos de drogas nas duas localidades.

Em Outubro de 2016, O Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (GAECO) do Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro (MPRJ) e a 58º DP (Posse) deflagraram, na manhã desta sexta-feira (07/10), a Operação Boi da Cara Preta. A ação cumpriu mandados de prisão preventiva contra quatro policiais militares e um civil e contra 19 pessoas envolvidas com o tráfico de drogas em Nova Iguaçu, Mesquita e região. Todos os alvos foram denunciados pelo GAECO junto à 2ª Vara Criminal de Nova Iguaçu. A ação contou com o apoio da Corregedoria da Polícia Civil (COINPOL), do Departamento Geral de Polícia da Baixada (DGPB), do Departamento Geral de Polícia Especializada (DPGE) e da Coordenadoria de Recursos Especiais (CORE).
A operação visa desarticular a quadrilha que atua na comunidade do Buraco do Boi, em Nova Iguaçu. Segundo as investigações, as comunidades de Aymoré, Inferninho e Três Campos são subordinadas e abastecidas pela facção criminosa que orienta o negócio diretamente dos complexos de Parada de Lucas e Vigário Geral, onde residem os líderes da facção. O lucro obtido pela venda de drogas é remetido para essas comunidades na capital.
A operação da quadrilha e a participação dos policiais ficaram comprovadas no inquérito conduzido pela polícia, que utilizou interceptações telefônicas autorizadas pela Justiça. De acordo com a denúncia apresentada pelo GAECO, os policiais recebiam dinheiro para não combater o tráfico de drogas na região. Os agentes também forneciam informações privilegiadas sobre operações programadas.
Foram presos os policiais militares lotados no 20º BPM (Mesquita) e um policial civil, lotado na 56ª DP (Comendador Soares). Ao longo das investigações, outras 15 pessoas foram presas. Segundo o delegado Paulo Roberto Freitas, titular da 58ª DP, a investigação vai continuar e deverá identificar outros policiais envolvidos.
A investigação apontou, ainda, que o líder da quadrilha é Álvaro Malaquias Santa Rosa (vulgo Peixão) e Jorge Diego Cardozo Martins, homem de confiança e líder nas comunidades do Buraco do Boi e Aymoré. Outra liderança identificada é Rodrigo Ribeiro da Silva, o Mia, com influência tanto em Vigário Geral, como também nas comunidades do Inferninho e Três Campos. Entre os demais denunciados estão gerentes, auxiliares, entre outros.
Foram identificadas 10 crianças e adolescentes que atuavam como vapores, olheiros e sintonias (os últimos, responsáveis pelo contato com policiais para pagamento de propina). O MP, por meio da Promotoria de Justiça da Infância e da Juventude de Nova Iguaçu, encaminhou à Justiça uma representação socioeducativa pela prática de fatos análogos a associação para o tráfico de drogas e corrupção ativa. Também foi deferida a apreensão dos jovens e a decretação da internação provisória.
A denúncia aponta que o traficantes realizavam um pagamento semanal aos PMs, às sextas-feiras, sábados e domingos e para o policial civil, às terças-feiras. A entrega da propina era feita no interior da comunidade, em postos de gasolina ou dentro dos próprios DPOs para posterior repartição entre os policiais envolvidos. Os valores chegavam a R$ 70 mil. Os DPO´s recebiam R$ 9 mil por semana, em parcelas de R$ 3 mil cada sexta, sábado e domingo. Cada equipe do GAT recebia R$ 5 mil por semana e a P2 recebia R$ 3 mil por semana. Já o policial civil recebia R$ 3 mil por semana, segundo as investigações.
De acordo com o promotor de Justiça Fábio Corrêa, os policiais militares e o civil vão responder pelos crimes de organização criminosa. Será extraída cópia da denúncia a ser remetida para a Promotoria de Justiça de Auditoria Militar que deverá apurar o crime de corrupção passiva dos PMs. O policial civil vai responder na Justiça pelo crime de corrupção passiva e os traficantes por associação para o tráfico e corrupção ativa.

Pelo Banco Nacional de Mandados de Prisão – CNJ e Sistema de Cadastramento de Mandados de Prisão – Polinter – consta um mandados de prisão, Tribunal de Justiça do Estado do Rio de Janeiro, 2° Cartório da 2ª Vara Criminal, mandado nº: 85094-69.2015.8.19.0038.0020

Pelo Sistema de Identificação Penitenciária, consta que Rodrigo já teve passagem pelo sistema carcerário. Entrou em 06/05/2005, e saiu em liberdade em 15/07/20154, da Cadeia Pública Pedro Mello da Silva
Processos Judiciais
ORIGEM
PROCESSO
EXPEDIÇÃO
Tribunal de Justiça do Estado do Rio de Janeiro, 2° Cartório da 2ª Vara Criminal
85094-69.2015.8.19.0038.0020
28/09/2016
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