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Clerivan
Clerivan da Silva Mesquita
Nascimento:
09/01/1992
RG:
RG Nº. (I.F.P.) 276.169.26 - 5
Natural:
Sobral - CE
Situação:
Preso
Crimes:
Preso

Roubo - Assalto a Mão Armada -

1 - Roubo Majorado (Art. 157, § 2º - CP), I, II E V N/F Concurso Formal (Art. 70 - Cp); Quadrilha Ou Bando (Art. 288 - Cp); Receptação (Art. 180 - Cp); Lesão Corporal Leve (Art. 129 - Cp)

2 - Roubo Majorado (Art. 157, § 2º - CP), I, II e V
Facção:
Comando Vermelho - CV
Função:
Assaltante e Integrante do Tráfico de Drogas do Cpmplexo do Manguinhos
Área de Atuação:
Rio de Janeiro - RJ
Histórico:
Clerivan da Silva Mesquita é procurado por ter assaltado um coletivo em agosto de 2011, na Avenida Presidente Vargas, Centro do Rio de Janeiro.

Uma tentativa de assalto ao ônibus da linha Praça Mauá-Duque de Caxias, na altura da Avenida Presidente Vargas, no Centro do Rio, na noite do dia 08/08/11, mobilizou diversas equipes da Polícia Militar e causou pânico a quem está deixando o trabalho.

O coletivo, com cerca de 20 passageiros, foi seqüestrado por bandidos, por volta das 20:00h. Ao tentar escapar para a Zona Norte, o veículo parou com o pneu furado na região da Leopoldina. Quando a polícia interceptou o coletivo com os criminosos, houve intenso tiroteio. Um negociador conversou com os ladrões, no interior havia uma grávida entre os passageiros seqüestrados. O número de passageiros reféns foi confirmado entre 20 e 30, segundo a Polícia Militar. Ao menos 11 vítimas foram levadas para a Delegacia da Cidade Nova (6ª DP) para prestar depoimento.

Dois suspeitos se entregaram depois de cerca de um hora do início do assalto. Agentes do Batalhão de Choque e do Bope (Batalhão de Operações Policiais Especiais) foram acionados, negociaram e acompanharam a liberação das vítimas.

Entre os assaltantes se encontrava Clerivan da Silva Mesquita, que conseguiu fugir ao cerco policial. Um casal reconheceu Clerivan como sendo um dos homens que roubaram a sua residência, em Santa Teresa, Centro do Rio, no dia 25 de maio. No dia do seqüestro Clerivan desceu do ônibus levando um passageiro. Na altura do Estácio, ele começou a dar tiros a esmo. Em seguida, roubou um Zafira com um casal. Dois PMs pediram emprestado o veículo de motorista e seguiram o bandido até a favela do Mandela, em Manguinhos. O criminoso abandonou o veículo e as vítimas e fugiu a pé para a favela.

Contra Clerivan da Silva Mesquita, consta pelo Sistema de Cadastramento de Mandados de Prisão – Polinter – 2 (dois) mandados de prisão, expedidos pelas seguintes Varas Criminais: 20ª Vara Criminal da Capital – expedido em 12/08/2011 – CPB 157 e 31ª Vara Criminal da Capital – expedido em 16/09/2011 – CPB 157.

Pelo Sistema de Identificação Criminal, constam 2 (duas) anotações: 7ª DP – 18/08/2011 – Roubo Majorado – artigo § 2º I , II e V do CP – Processo Suspenso – 31ª Vara Criminal da Capital e 6ª DP – 10/08/2011 – Roubo majorado artigo 157, I e II e V /Quadrilha ou Bando – 20ª vara Criminal da Capital.- Julgo improcedente a pretensão punitiva estatal para absolver o réu, nas imputações que lhe foram feitas com base no artigo 386, inciso VII do CPP.
Pelo Sistema de Cadastramento de Ocorrências Policiais: 7ª DP – 2011 – Roubo no Interior de Residência -

Parte do Processo nº - 0283044-42.2011.8.19.0001

´No dia 09 de agosto de 2011, por volta das 20:00 horas, no interior de um ônibus da linha Praça XV - Duque de Caxias, da Auto Viação Jurema S/A., que se encontrava parado num ponto de ônibus da Av. Presidente Vargas, em frente à Faculdade Estácio de Sá da Cidade Alta, os denunciados, ao perceberem que seriam revistados pelo CBPM Alexandro Luiz da Silva, o qual entrara no referido coletivo e pedira que todos os passageiros colocassem as mãos nos encostos nos bancos, consciente e voluntariamente, agindo em concurso de ações e desígnios, com a finalidade evitar suas prisões em flagrante, pelos crimes de porte de armas e explosivo, dominaram o referido policial, mediante grave ameaça, exercida com o emprego de três pistolas, e tomaram-lhe a arma, uma pistola TAURUS, calibre .40. Os denunciados haviam embarcado no ônibus juntos, quando estava parado em um sinal luminoso na esquina da Av. Presidente Vargas com a Rua de Santana, sendo que os três tinham saído de um automóvel que parara atrás do coletivo, razão pela qual o motorista suspeitou deles. Por isso, ao aproximar-se do ponto de parada acima mencionado e avistar dois policiais militares - o citado Cabo Alexandro e o Cabo Francisco Eliandro Barbosa -, que patrulhavam a área, a pé, piscou os faróis do veículo para alertá-los e parou no referido ponto. Ao notarem o alerta, os policiais militares se dirigiram até o coletivo e solicitaram que o motorista desembarcasse, perguntando-lhe o que ocorrera, tendo este informado que havia três indivíduos suspeitos dentro do veículo. Então, pediram auxílio, via rádio, a outros policiais militares e, assim que uma viatura chegou ao local, entraram no ônibus para revistar os passageiros, sendo que o Cabo Alexandro entrou primeiro e o Cabo Eliandro, que ficara na porta, dando cobertura ao colega, ao vê-lo ser ameaçado desembarcou imediatamente e, além de avisar aos demais colegas, acionou a sala de operações do 4º BPM, tendo logo depois chegado várias viaturas, que cercaram o veículo. Assim que ouviram as sirenes das viaturas que atenderam ao chamado, os denunciados se distraíram e o PM Alexandro conseguiu desvencilhar-se e desembarcar do coletivo. Percebendo que o ônibus estava cercado, o denunciado CLERIVAN, livre e conscientemente, tomou o passageiro Sergio Luiz Fernandes dos Santos como refém, apontando-lhe uma pistola e agredindo-o com um chute nas costas e duas coronhadas, e saiu com ele do veículo, gritando para os policiais que iria matá-lo, caso não o deixassem fugir. Diante dessa ameaça, os policiais, temendo pela vida do refém, permitiram que CLERIVAN saísse do local, mas alguns deles o seguiram. Já os denunciados RENATO e BRUNO permaneceram no ônibus e tomaram todos os passageiros, pelo menos 18 (dezoito) pessoas, como reféns, ameaçando-os com duas pistolas e uma granada, tendo em seguida ordenado que um deles, Hélio Gomes da Motta Júnior, assumisse a direção do veículo, sendo que este conseguiu dirigi-lo até o edifício da Prefeitura do Rio de Janeiro, onde foi obrigado a parar, pois os policiais militares efetuaram vários disparos de arma de fogo, com a intenção de furar os pneus traseiros do ônibus, o que conseguiram fazer, mas também atingiram três passageiros - um homem, Josoel dos Santos Messias, ferido na perna esquerda, e duas mulheres, Lisa Mônica Pereira e Fabiana Gomes da Silva, que se encontram hospitalizadas -, pois os reféns afirmaram que os denunciados não atiraram e o laudo prévio de fl. 167 informa que o veículo foi atingido apenas por disparos de armas de fogo efetuados do exterior para o interior. Logo que o ônibus parou, iniciou-se uma negociação entre RENATO e BRUNO e os policiais, inclusive com a participação de um negociador do BOPE, durante a qual os dois inicialmente permitiram que as duas mulheres feridas desembarcassem, carregadas por dois passageiros, entregaram a granada e depois de algum tempo acabaram se rendendo, sendo que em seguida foi feita uma varredura no veículo e os policiais encontraram duas pistolas de calibre .380 - uma da marca IMBEL, nº de série HJA44527 e outra da marca TAURUS, com numeração raspada - usadas pelos referidos denunciados, bem como a pistola do PM Alexandro, além de 65 (sessenta e cinco) munições calibre .380, todas descritas no auto de apreensão de fls. 97/98. Nesse ínterim, o denunciado CLERIVAN ao sair do ônibus seguiu pela rua ao lado da Faculdade Estácio de Sá, com SERGIO LUIZ em seu poder, mas, como tal rua faz um círculo, acabou retornando para a Av. Presidente Vargas, onde libertou a referida vítima, perto de um posto de gasolina situado nas proximidades da Rua de Santana, tendo, portanto, privando-a de sua liberdade por tempo considerável, sendo que antes de libertá-la já atirara duas vezes contra os policiais militares que o seguiram e tentara parar duas motocicletas não identificadas, a fim de que os motociclistas lhe dessem fuga, efetuando quatro disparos contra uma delas e dois contra a outra, mas estes conseguiram fugir. Além disso, momentos antes de libertar SÉRGIO LUIZ, o referido denunciado efetuou um disparo contra o automóvel Fiat/Strada, placa LSJ-3486, que trafegava pela Av. Pres. Vargas, no sentido da Praça da Bandeira, também com a intenção de obrigar seu motorista, Fábio Peixoto de Jesus, a parar o citado veículo e dar-lhe fuga, mas tal disparo atingiu a vítima Alcir Pereira, que estava sentado no banco do carona, provocando-lhe lesões no pescoço, e FÁBIO não parou, seguindo para o Hospital Souza Aguiar, onde ALCIR foi medicado e permaneceu em observação. Assim que libertou seu refém, CLERIVAN, mediante grave ameaça, exercita com o emprego da mesma pistola, abordou um casal que se encontrava num automóvel GM/Zafira, placa LUX-1113, o qual trafegava lentamente, pois já se formara uma grande confusão no local, embarcou no veículo, sentando-se no banco traseiro, e obrigou MARCUS, que o dirigia, a levá-lo até a Av. Leopoldo Bulhões, em Manguinhos, onde determinou que parassem na entrada da Favela do Mandela e desembarcou, embrenhando-se, em seguida, na referida comunidade e logrou êxito em fugir. Ressalte-se que durante todo o trajeto o automóvel foi perseguido por dois policiais militares, os quais utilizaram um FORD/Fiesta, placa LZT-3315, que fora abandonado por seu motorista próximo ao local onde o denunciado embarcou no GM/Zafira, mas, não efetuaram nenhum disparo contra o fugitivo, pois temiam atingir as vítimas. Quando embarcaram no ônibus acima mencionado, os três denunciados, com vontades livres e conscientes, em comunhão de desígnios e ações, portavam, sem autorização e em desacordo com determinação legal ou regulamentar, duas pistolas e o explosivo apreendidos, bem como a pistola utilizada por CLERIVAN. Em data, horário e local não precisados, mas certamente nesta Comarca, antes de 09/08/2011, os três denunciados, livre e conscientemente, receberam, em proveito próprio, a pistola da marca IMBEL, sabendo sr a mesma produto do roubo, ocorrido no final do ano de 2010, na área da 35ª DP, objeto de RO 09397/2010. Ressalte-se, ainda, que durante o tempo em que permaneceram dentro do ônibus, mantendo os passageiros como reféns, os denunciados Renato e Bruno telefonaram para pessoas não identificadas, pedindo que retornassem para socorrê-los, sendo que numa dessas ligações disseram ´poxa´, vão deixar a gente aqui, volta, dá ré, tem mais de vinte policiais aqui´ (fl. 30) e m outra um deles chegou a dizer: Liga pro Chuck e diz que a gente vai matar todo mundo. Assim, as circunstâncias da prisão dos denunciados, o armamento que portavam e os telefonemas que efetuaram durante o sequestro dos passageiros do ônibus, aliadas ao fato de BRUNO e CLERIVAN terem sido reconhecidos como sendo os autores de roubos em duas residências, ocorridos em 25.11.2011, no bairro da Glória, objetos do RO 007-00626/2011 (informação de fl. 57 r RO de fls. 180/187), evidenciam que, em data, horário e local não precisados, nesta Comarca, os denunciados, consciente e voluntariamente, associaram-se entre si e com outros indivíduos não identificados, em quadrilha armada, para o fim de praticar, reiteradamente crimes de roubo´

(Atualizado em 29/08/2012)
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